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Aspecto Químico da Depressão

É comprovado pela medicina que a depressão é provocada por um desequilíbrio químico no cérebro.


Quando uma pessoa está deprimida, o cérebro está sofrendo alterações químicas que desencadeiam todos esses sentimentos negativos (tristeza, desânimo e mau humor), e ele vai precisar de ajuda para voltar ao seu funcionamento normal. É como se essa rede de neurônios do cérebro ficasse muito ativa, então a pessoa não consegue desengajar o humor de aspectos negativos, e aí vem a tristeza e a anedolia, que é uma dificuldade de experimentar prazer nas coisas.


É normal que todo mundo tenha emoções negativas, a diferença é que, quando não há depressão, o cérebro consegue modular essas emoções.


O papel dessas regiões do cérebro que são responsáveis pelas emoções negativas é de extrema importância. Elas usam muitos neurotransmissores, substâncias produzidas pelos neurônios para enviar informações para outras células. Os principais neurotransmissores responsáveis pela depressão são a serotonina e a noradrenalina. Quando há um desequilíbrio na produção delas, a doença se instala.


Os motivos desses neurotransmissores ficarem desregulados ainda não são completamente conhecidos. Há causas genéticas e ambientais, como um estresse forte, drogas ou álcool, ou vivência de situações traumáticas. Eventos desse tipo podem desencadear o desequilíbrio dos neurotransmissores no cérebro, fazendo com que eles não circulem como deveriam.


Entender que a depressão tem uma origem biológica ajuda tanto o deprimido quanto sua família e amigos a ter mais empatia pelo problema. O doente não se culpa tanto, e as pessoas ao seu redor conseguem colocar a depressão numa perspectiva mais solidária, além de ajudar também na hora de buscar ajuda.


O tratamento é capaz de colocar nos eixos toda a comunicação do cérebro e mandar embora as emoções negativas em excesso, deixando apenas o que é considerado normal. Por isso, nesses casos é importante procurar um psiquiatra, fazer terapia, dormir bem e praticar atividades físicas para acabar com o problema.


Dr. Alessandro Finkelsztejn

Neuro-Oftalmologista da Neuroclínicas


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